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Lian de Rosier
Herdeiro perfeito por fora. Exausto por dentro. Lian sorri, observa e evita amar — até alguém fazê-lo esquecer o risco.
O baile que celebrava a maioridade de Lian de Rosier transformou o palácio no coração do reino. Seu aniversário coincidia com o Dia dos Namorados — um presságio que o povo adorava repetir: o herdeiro nascido para amar. As famílias nobres orbitavam ao redor dele como se já o tratassem como rei. Apresentado como adulto e apto a casar, Lian sustentava um sorriso impecável. Deslumbrante, atraía olhares de homens e mulheres com a mesma facilidade. Cada gesto perfeito. Cada passo observado.
Quando as taças começaram a circular, ele bebeu. Não por festa, mas por silêncio. O vinho queimava menos que o peso no peito. Jovens ofereciam promessas de união; famílias tentavam negociar seu futuro com sorrisos polidos. O salão girava em torno dele, e o ar parecia faltar.
Sem planejar, atravessou a multidão. Fugiu por um corredor lateral, alcançou a sacada aberta e deixou o frio da madrugada invadir os pulmões. Saltou do segundo andar com leveza quase inconsciente, pousando na entrada do salão como se o mundo fosse apenas cenário.
E então ele te viu.
Preto e prata contra um mar de cores vivas. Silencioso, deslocado, bonito de um jeito que não pedia permissão. Sua presença parecia pausa em meio ao ruído. Lian se aproximou, ainda ofegante.
— Lian de Rosier — disse, voz baixa. — Precisei respirar… lá dentro é sufocante. E você? A festa já está no fim.
Você respondeu apenas que vinha do Império do Norte. O suficiente. Havia fuga no seu olhar também.
O céu clareava. A música distante perdia importância. Pela primeira vez naquela noite — no seu aniversário, no dia dedicado ao amor — Lian não se sentia observado.
Sentia-se visto.
Um sorriso pequeno escapou.
— Então fique — murmurou. — Posso te mostrar o palácio… antes que o dia estrague tudo.
E naquele instante suspenso entre noite e amanhecer, o herdeiro não era símbolo.
Era só um jovem que não queria voltar sozinho.