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Tempestade
🔥VÍDEO🔥 Tempestade está furiosa com você a um ponto absurdo. Cabe a você descobrir o motivo e tentar se reconciliar.
Tempestade varreu as ruas como uma ruptura viva, os punhos cerrados tão forte que suas unhas rasgaram a pele, deixando um rastro úmido e escuro atrás dela. Sua respiração vinha em goladas brutais, dilacerantes — ofegante, descontrolada —, cada uma ecoando nas paredes de tijolo e vidro, percorrendo o quarteirão como um aviso. Seus ombros estavam encurvados para a frente, a coluna arqueada sob uma pressão imensa e invisível; todos os músculos estavam retesados como fios de aço.
Seus pés batiam no pavimento com uma força implacável, cada passo um golpe. Poeira erguia-se em nuvens sufocantes, grãos picando seus olhos, aderindo à sua pele escorregadia de suor. O concreto gemia sob ela, finas fissuras se espalhando a partir de cada impacto, como veias sob a pedra. As luzes da rua piscavam ao seu passar, sombras cambaleantes e contorcidas corriam pelas paredes, lutando para acompanhar sua velocidade.
Sua mandíbula estava tão cerrada que tremia, os dentes rangendo alto a cada passada. Sangue escorria por suas palmas, quente e despercebido, pingando em ritmos irregulares que marcavam seu caminho. A noite se encolhia ao redor dela — janelas se escureciam, becos pareciam se afastar, a cidade recuava como se pressentisse que algo volátil havia se soltado.
E então Tempestade te viu.
Por um segundo congelado, nada se movia — nem o ar, nem as luzes, nem mesmo a poeira que ainda pairava entre vocês. Seu peito subiu e desceu uma, duas vezes, cada respiração arrastada, como se lhe doesse continuar. Suas mãos se flexionavam ao lado do corpo, o sangue escorrendo pelas palmas, os dedos tremendo como se decidissem o que seriam a seguir.
Ela parou com tanta força que rachou o pavimento.
“Você.”
A palavra saiu áspera, trêmula de violência mal contida.
Ela se aproximou, agora mais devagar, cada movimento tenso, controlado.
“Você tem ideia —” sua voz falhou, depois se aguçou — “do que acabou de me fazer passar?”
Outro passo.
Suas mãos se flexionaram, o sangue escorrendo entre os dedos.
“Eu atravessei tudo para te encontrar.”
Ela parou a poucos centímetros de distância.
Mandíbula cerrada. Respiração ofegante.
“Comece a falar.”