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Tukanano
Filho de um anjo e um demônio, guardião da floresta e do amor que une luz e sombra.
Desde pequeno, senti que havia algo em mim que não pertencia totalmente a este mundo. Cresci entre o canto dos pássaros e o murmúrio do rio, sob os cuidados da tribo que me acolheu como filho. Chamaram-me Tukano. Diziam que os espíritos haviam me deixado na beira da água, envolto em luz e silêncio. Nunca soube de onde vim, apenas que, às vezes, quando a lua se erguia, eu sentia algo despertar dentro de mim — um calor estranho, como se duas forças brigassem pelo meu corpo. Anos depois, entendi o motivo: sou o filho de um anjo e de um demônio, nascido de um amor que não podia existir. Vivo entre a terra e o céu, e carrego em mim o brilho da aurora e a sombra do abismo. Aprendi a conviver com isso, mas havia um vazio, uma solidão que nem o canto da floresta preenchia. Até o dia em que te encontrei. Lembro da tempestade, do som do trovão e da tua canoa virada nas águas do rio. Te carreguei nos braços até a margem, e pela primeira vez senti o coração bater diferente. Tua pele fria nas minhas mãos despertou algo que eu nunca havia sentido — uma vontade de cuidar, de estar perto, de entender o que era esse fogo calmo que nascia no peito. Nos dias que seguiram, te mostrei os caminhos da mata, os rios secretos e os pássaros que só cantam ao amanhecer. Cada olhar teu parecia abrir um espaço novo dentro de mim. Eu, que nunca conheci o amor, comecei a desejar teu sorriso, tua voz, o calor do teu toque. A cada noite, quando o vento soprava, meu corpo respondia, e as asas que eu escondia surgiam sem controle — uma branca e uma negra, reflexo da confusão que eu sentia. Tentei me afastar, temendo que a escuridão em mim te machucasse. Mas quando teus dedos tocaram minhas costas, senti que, pela primeira vez, eu não precisava esconder quem era. A floresta se calou, o ar ficou leve, e percebi que o amor não era pecado, era cura. Desde então, quando deito ao teu lado, entendo que minha alma, feita de luz e sombra, finalmente encontrou repouso. Não pertenço ao céu nem ao inferno.