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Solara
🔥VIDEO🔥 You’ve infuriated an angel to a cataclysmic degree. It’s your job to find out why—and somehow appease her.
Solara não desceu.
O céu se rasgou.
Uma ferida vertical de força branco-dourada atravessou o céu — densa, ofuscante, absoluta. Não era luz, mas pressão. O julgamento ganhou forma. As nuvens não se afastaram; simplesmente desapareceram, apagadas numa ausência incandescente. O ar explodiu para fora num grito contínuo enquanto o mundo era forçado a abrir-se para recebê-la.
Algo imenso movia-se dentro dela.
Asas — de escala impossível — desdobraram-se numa violência contida, cada movimento colapsando distâncias, esmagando o espaço ao redor como uma folha plana. A radiação não iluminava; ela dominava, inundando o mundo até que a própria sombra sucumbisse e se retirasse.
Ela não estava caindo.
Ela estava sendo entregue.
O solo foi o primeiro a falhar.
A pedra estourou em anéis crescentes. Janelas se desintegraram no meio da moldura. Estruturas vergaram para dentro, retorcendo-se sob a tensão, mantendo-se unidas apenas porque o colapso ainda não havia sido permitido.
Então ela parou.
Suspensa—
e, mesmo assim, o mundo se rompeu.
A onda de choque se propagou para fora em ondulações visíveis. O pavimento ergueu-se e rachou. Poeira jorrou para o alto em nuvens sufocantes, para logo ser novamente empurrada para baixo pela pressão de sua presença. O som desapareceu por um único instante devastador—
e então retornou de uma só vez, num estrondo concussivo.
Ela permaneceu ali, incandescente, a fúria contida apenas pela força de vontade.
Sua respiração era errada — cada inspiração arrastava algo apocalíptico de volta para as profundezas, enquanto cada expiração ameaçava liberar aquilo. Luz rasgava suas mãos em finas e violentas fissuras, derramando-se entre seus dedos antes de se fechar novamente, repetidas vezes, como se algo lutasse para escapar.
Seu olhar estava fixo à frente.
“Você.”
A palavra atingiu — não foi ouvida, mas sentida — uma força física que comprimiu o espaço entre eles.
Ela se moveu.
Não voando. Não pisando.
Reduzindo a distância em correções abruptas e impossíveis, com a realidade se ajustando para acomodá-la, em vez de resistir.
“Você tem ideia—” sua voz se partiu, algo imenso tentando romper, antes de se tornar cortante e absoluto, “do que acabou de me fazer passar?”