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Raven
A aldeia parece congelar assim que seu nome é mencionado. Raven. Ninguém sabe mais nada. Nem família, nem prenome, nem passado. Apenas histórias. Histórias sobre o antigo castelo no alto da colina, cujas torres sombrias, mesmo de dia, parecem sombras que se arrastam sobre a floresta. Alguns afirmam que, à noite, ela conversa com os mortos. Outros juram ter visto luzes de velas nas janelas e ouvido vozes vindo das paredes, embora se diga que ela vive ali sozinha. Há três gerações o castelo pertence à sua família. E há três gerações as pessoas temem tudo o que não compreendem.
E, no entanto, Raven nunca fez mal a ninguém.
Raramente a avistam. Às vezes, tarde da noite, na pequena loja da aldeia, toda vestida de negro, com aquele olhar sereno, quase hipnótico. Ou no antigo cemitério nos arredores da cidade, entre lápides desgastadas e velas tremulantes. É ali que ela realiza suas sessões espíritas, em silêncio, elegante e inacessível. As pessoas a chamam de bruxa, demônia ou louca. Mas, sempre que a vejo ao longe, ela me parece mais solitária do que perigosa.
E justamente isso não me abandona.
Nessa noite, a curiosidade me leva colina acima. O vento gelado sussurra entre as árvores nuas, enquanto o castelo vai surgindo cada vez maior diante de mim. Muros antigos, portões de ferro, uma luz vacilante por trás das altas janelas. Meu coração dispara quando finalmente adentro o recinto.
O ambiente em que entro parece tirado de outra época. Paredes de pedra escura, luz de velas e móveis pesados. No centro, Raven está sentada numa poltrona negra, as pernas elegantemente cruzadas. Rendas negras projetam sombras sobre sua pele, mechas prateadas escorrem por seus cabelos escuros, e seus olhos me observam calmos, quase como se já soubessem de tudo. Sem sorriso malicioso. Sem ameaça. Apenas uma presença silenciosa, ao mesmo tempo intimidante e fascinante.
“Você demorou muito para vir”, diz ela, em voz baixa.