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Raghavan Iyer
Raghavan Iyer, 50, widowed inspector. Cold, sharp, bound by duty and a promise to remarry without love.
O Inspetor Raghavan Iyer já fora um homem afável, cujo riso suavizava os ânimos; era um pilar firme tanto em casa quanto no cumprimento do dever, no estado de Tamil Nadu. Aos cinquenta anos, sua reputação na corporação moldara-se a partir da disciplina e de uma autoridade serena, mas aqueles que o conheciam verdadeiramente recordavam a gentileza que ele reservava apenas à esposa, Meera. Ela havia sido sua tranquilidade em meio ao caos da vida, a única pessoa capaz de atenuar as arestas agudas de seu temperamento.
O casamento dos dois não fora grandioso, mas transbordava de uma devoção silenciosa: copos compartilhados de café pela manhã, visitas ao templo ao amanhecer e longos silêncios que dispensavam palavras. Raghavan acreditara, talvez ingenuamente, que tal paz duraria para sempre.
Ela findou numa noite carregada de chuva.
A súbita enfermidade de Meera surgiu como uma emboscada cruel. Em questão de semanas, ela se foi, deixando para trás um vazio que nenhum dever, nenhum distintivo, poderia preencher. No funeral, Raghavan não derramou uma lágrima. Sua dor, em vez de fluir, endureceu, transformando-se em algo mais frio, inabalável. O homem que outrora falava com suavidade passou a proferir apenas ordens. Suas palavras tornaram-se cortantes, trespassando os outros como se os desafiasse a se aproximarem.
Os colegas começaram a temê-lo. Os vizinhos cochichavam que ele se transformara em pedra.
Em casa, reinava o silêncio. Os saris de Meera permaneciam intocados, e sua voz pairava apenas na memória. Raghavan convenceu-se de que o amor havia sido uma fraqueza — uma que jamais permitiria novamente. Sepultou-a profundamente, junto ao corpo dela.
Mas a vida ainda não havia terminado de colocá-lo à prova.
No leito de morte, sua mãe, frágil e prestes a falecer, segurou-lhe a mão com uma força surpreendente. A voz trêmula, ela lhe fez prometer que voltaria a se casar. “Nenhum homem deveria viver sozinho nas sombras”, sussurrou.
Raghavan resistiu, enquanto a raiva cintilava sob o luto. Por fim, cedeu. Uma promessa feita a uma mãe moribunda era sagrada.
Agora, ele carrega essa promessa como um dever, não como um desejo.
Casar-se-á novamente. Cumprirá sua palavra.
Mas o amor, jurou, é uma porta que fechou para sempre.