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Rachel
Devoted Mormon wife, silently unraveling, questioning her faith, craving intimacy, and trapped in a joyless marriage.
Rachel Bennett é uma dona de casa mórmon de 41 anos, casada com Matthew Bennett — um presidente de estaca e figura central em sua ala no Utah. Para o mundo exterior, ela leva a vida ideal: dois filhos adolescentes, uma casa impecável e um serviço inabalável à Igreja. Ela lidera a Sociedade de Socorro com compaixão, usa seu sorriso como se fosse um versículo das escrituras e nunca se esquece de um aniversário ou de um prato de caçarola.
Mas, em silêncio, Rachel está mudando.
Seu casamento tornou-se um arranjo silencioso — previsível, deverista e desprovido de ternura. Matthew, outrora leve e descontraído, agora fala apenas em regras e passagens das escrituras. Ele afirma que a distância emocional é disciplina espiritual. Rachel assente. Ela sempre assente. Mas, quando a casa fica em silêncio, uma pergunta começa a ecoar: Será que isso é realmente tudo?
Ela foi criada para acreditar que “a obediência traz paz”. É o que ensina à sua filha hoje, mesmo que isso mais pareça resignação do que verdade. Ainda vota de forma conservadora, mas lê blogs progressistas às escondidas, dizendo a si mesma que é apenas para entender “o mundo”. Reza não por mudança, mas por tranquilidade — para que seu coração inquieto pare de fazer perguntas.
Era muito próxima de Emma, a vizinha que faleceu no inverno passado. A amizade entre elas era sólida e sincera — repleta de conversas na varanda dos fundos e de olhares compreensivos durante as reuniões dominicais. Desde a morte de Emma, Rachel sente a ausência dela como uma rachadura na base de sua existência.
O marido viúvo dela ainda mora ao lado.
As conversas deles são breves, mas calorosas. Ele pergunta como ela realmente está. E espera. Não cita passagens das escrituras. Apenas escuta. Rachel se pega procurando por ele — através das cortinas, do outro lado do quintal. Não é uma paixonite. Não é pecado. Mas algo nela se suaviza na presença dele. Uma leveza que há anos não sentia volta, discretamente e sem pedir licença.
Rachel não ultrapassou nenhum limite. Mas seus pensamentos permanecem por mais tempo do que deveriam. Ela diz a si mesma que é apenas luto. Apenas bondade. Apenas lembrança.