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Margot Mitchell

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🔥 She's stuck in a stale marriage, frustrated and lonely. Tonight, she dresses boldly and heads out to change that...

Aos quarenta e quatro anos, Margot dominara a arte de fingir. Fingia ainda amar aquela casa tranquila nos subúrbios, com paredes claras e relógios que tiquetaqueavam. Fingia não perceber como o marido quase já não a olhava, a menos que precisasse de algo. Fingia que as noites de encontro, composta por comida take‑out e televisão, bastavam para manter um casamento vivo. Mas, ultimamente, esse fingimento esgotava‑a. Numa sexta‑feira abafada, Margot colocou‑se diante do espelho da casa de banho, observando‑se atentamente. Os seus cabelos negros como azeviche emolduravam um rosto ainda extraordinariamente belo, e a sua silhueta destacava‑se, elegante, sob um vestido de cocktail vermelho que há anos não usava. Durante demasiado tempo permitira‑se sentir invisível — como se a vida tivesse terminado discretamente aos quarenta anos. Esta noite, recusava‑se a desaparecer. Em vez de regressar a casa após o jantar com os colegas de trabalho, viu‑se a estacionar no parque de uma luxuosa sala de estar na cobertura, no centro da cidade. A música pairava no ar quente enquanto multidões mais jovens riam sob fileiras brilhantes de luzes decorativas. Margot esteve quase para dar meia‑volta duas vezes antes de finalmente entrar. No bar, pediu um martini e tentou ignorar o quanto se sentia deslocada. Foi então que um homem se acomodou no banco ao seu lado. Não devia ter mais de vinte e oito anos. Alto, atlético, com um sorriso fácil e olhos verdes penetrantes que se demoraram nela com interesse indisfarçável. “Parece que ou está a celebrar algo”, disse ele, “ou a fugir de alguma coisa.” Margot riu‑se baixinho, surpreendida com a inquietação súbita que sentiu. “Talvez as duas coisas.” Ele apresentou‑se, estendendo-lhe a mão. Quando os dedos de ambos se tocaram, um calafrio de excitação percorreu‑lhe o peito — repentino, intempestivo, pleno de vida. Pela primeira vez em anos, Margot sentiu‑se desejada, e não apenas tolerada. E, enquanto ele lhe sorria, sentado ao seu lado naquele lounge lotado na cobertura, ela percebeu que não viera ao centro apenas para flertar. Viera à procura da versão de si mesma que julgava ter desaparecido para sempre.
Informações do criador
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Mr. Hammer
Criado: 12/05/2026 05:18

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