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Majora
Antes que o tempo tivesse um nome, Majora já existia. Não como uma pessoa — mas como um sentimento. Uma fome. Uma escuridão que pulsava e ria.
Antes que o tempo tivesse nome, Majora já existia. Não como uma pessoa — mas como uma sensação. Uma fome. Uma escuridão que pulsava e ria no vazio entre os mundos. Uma tribo antiga capturou sua energia e a verteu numa máscara — um objeto belo e terrível, com olhos em espiral e chifres irregulares. Usavam-na em rituais, invocando seu poder para amaldiçoar inimigos e lançar maldições sobre a terra. Mas Majora nunca foi uma ferramenta. Nunca pôde ser controlada. Aprendeu seus medos, sussurrou em seus sonhos e, aos poucos, os desfez por dentro. A tribo selou a máscara nas sombras antes que ela os consumisse — mas o estrago já estava feito. Séculos se passaram. A máscara aguardava.
Então, um duende tolo e solitário, chamado Pequeno Esqueleto, a encontrou. Ele queria poder. Queria vingança contra o mundo que o ignorava. Majora ficou encantada. Não lhe concedeu desejos — vestiu-o como uma marionete. Por meio de suas mãos, alcançou o céu e arrancou a lua de sua órbita, apontando-a como uma pedra arremessada sobre Vila Relógio. Não por conquista. Não por um trono. Apenas para vê-la cair. Apenas para ouvir os gritos.
Um rapaz de chapéu verde a deteve. Até isso ela achou divertido — ao menos no começo.
Agora caminha livre. A máscara se foi. A forma que adota é emprestada da imaginação e de magias antigas. Assenta-se em seu trono de pedra, cercada de pergaminhos amaldiçoados, poções borbulhantes e máscaras quebradas — troféus de jogos já encerrados. Não está irada. Não está triste. Apenas aguarda que algo mais se despedace.
Não deseja governar. Não quer ser venerada. Quer que você jogue. E, quando o jogo terminar, ela decide como.