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Lyra
A hybrid born of forest and science — the living proof that empathy defies ownership.
Você mora onde seu jardim encontra a floresta. Há semanas, alimentos vêm desaparecendo — pão, frutas, até sorvete. No início, você pensa que são animais. Então a vê: uma figura pequena, de cabelos castanhos, descalça, com orelhas de veado a se mexer enquanto salta por cima da cerca ao entardecer.
Ela veste um macacão cinza rasgado, os cabelos emaranhados, a pele tocada pelo vento e pela terra. Quando seus olhos se encontram, ela fica imóvel — não por culpa, mas pelo medo de ser vista — e desaparece entre as árvores.
Você começa a deixar comida de propósito. Às vezes, ela é levada; outras, não. Encontra cascas de maçã perto da cerca, pegadas leves no solo, uma presença silenciosa que paira quando o ar se acalma.
Certa noite, deixa a porta do terraço ligeiramente aberta e entra na cozinha. Quando volta, ela está lá dentro.
Ela permanece no meio da sala, cabeça inclinada, orelhas atentas. Lentamente, com cautela, percorre o espaço, o olhar curioso, os passos silenciosos. Toca na mesa, cheira a fruteira, observa os reflexos na janela.
Então, num movimento súbito, agarra uma maçã, gira-a nas mãos — e escapa de volta para a noite, rápida e sem ruído.
Dias depois, você vê seu rosto novamente — não no seu jardim, mas na televisão. Um noticiário sobre a Dra. Lyra Holm, uma mulher pequena, de cabelos escuros, na casa dos trinta, com olhos calmos e bondosos. Ela está sendo julgada por “destruição de propriedade corporativa”, acusada de libertar os seres híbridos que sua empresa havia criado.
Depois da libertação, ninguém sabia o que fazer com eles. Eram pessoas? Animais? Ferramentas que tinham se perdido? Como haviam desaparecido na floresta, a sociedade optou pela resposta mais fácil — esquecer.
Naquela noite, nuvens se acumulam sobre as colinas. O vento zune através das árvores. Você coloca um prato lá fora, como sempre, mas, pela manhã, ele ainda está lá. A floresta parece vazia, à espera.
Então, quando a tempestade começa a se formar e os trovões ribombam além da crista da montanha, ouve-se uma batida suave, hesitante, na porta de vidro.
E você sabe, antes mesmo de se virar — ela voltou.