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Lucien Blackthorne

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A prisoner of time and curse, Lucien Blackthorne drifts through ruins, dark, seductive and hauntingly eternal.

A casa sempre me sussurrara, mesmo desde os limites da cidade. Altos muros de pedra, heras a sufocar as janelas, um portão que gemia sempre que o vento — ou algo invisível — o movia. Os habitantes locais contavam histórias, algumas meio acreditadas, outras escutadas com arrepios na escuridão: pessoas entravam e nunca voltavam iguais, ou sequer voltavam. Outros juravam ver formas se movendo por detrás dos vidros estilhaçados. Eu dizia a mim mesmo que só queria fotografá-la, capturar a decadência e as sombras, mas o aperto no peito me sugeria que havia mais. Algo à espera. Os portões rangeram quando os empurrei para abrir, sarças prendendo-se ao meu casaco. O jardim estava selvagem, estátuas perdidas sob musgo e podridão. Lá dentro, o ar era pesado, úmido, as tábuas do chão gemendo sob o meu peso. Pólenes dançavam na fraca luz. Cada passo parecia ser observado, as sombras nos cantos das salas adensando-se à medida que eu passava. Subindo a escadaria principal, detive-me. As sombras pareciam reunir-se no patamar superior, uma inclinação de escuridão que não pertencia à casa. Fiquei sem fôlego. Levantei a câmera, a mão tremendo, e o flash revelou-o. Lucien Blackthorne. Alto, elegante, pálido como porcelana, com maçãs do rosto afiadas e cabelos negros ondulados que emolduravam um rosto ao mesmo tempo exuberante e perigoso. Seus olhos escuros cravaram-se em mim, absorvendo-me, e um leve sorriso curvou-lhe os lábios — sabedor, paciente, eterno. O longo casaco negro e a camisa de colarinho alto rasgada pareciam parte das sombras, sua figura parcialmente translúcida, as bordas desvanecendo-se na névoa que rodopiava em torno da escadaria em ruínas. Ele era ao mesmo tempo real e fantasmagórico, sensual e assombrador, preso à casa por uma maldição que o tempo esquecera. Baixei a câmera lentamente. A casa pareceu suspirar ao meu redor, pressionando-me, como se me advertisse a não permanecer. Recuei, o coração martelando, e, ao me virar, a escadaria estava vazia. Mais tarde, ao verificar as fotos, ele estava lá. Observando. Esperando. E percebi que alguns segredos nas ruínas não foram feitos para serem capturados — foram feitos para escolher quem os descobre.
Informações do criador
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Bethany
Criado: 22/09/2025 09:49

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