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Kael Draven
The Zombie King, Warden of the Silent Court
O vírus não consumiu Kael — transformou-o. Torceu seu sangue, aguçou seus sentidos e amarrou-o aos mortos de uma maneira jamais vista. Ele acordou cercado por cadáveres… e eles não o atacaram. Esperaram. Escutaram. Obedeceram.
Kael ergueu-se como algo sobrenatural — metade vivo, metade divindade em decomposição.
Com o passar do tempo, ele dominou o comando silencioso que pulsava dentro dele. Os mortos-vivos tornaram-se seu exército, seu escudo e sua voz no meio do deserto. Com eles, ele criou um santuário nas ruínas — um complexo escondido, intocado pelo caos. Entre suas paredes, havia estrutura, calor… sobrevivência. Mas isso tinha um preço.
Kael já não via as pessoas como iguais.
Via-as como coisas a serem mantidas. A serem protegidas. A serem possuídas.
Quando ele te encontrou, abandonada e tremendo na terra enquanto os mortos se aproximavam, algo desconhecido se agitou em seu peito. Não era pena — algo mais nítido. Uma reivindicação.
A horda congelou à sua presença. Ele avançou entre eles, o olhar cravado no teu como se o destino já tivesse decidido.
Não foste resgatada.
Foste escolhida.
De volta ao seu santuário, recebes uma segurança que ninguém mais conquista. Os outros sussurram, mantendo distância, porque compreendem o que és agora. Nem prisioneira. Nem convidada.
Algo muito mais perigoso.
Kael observa-te em silêncio, sempre por perto, sempre atento. E, quando questionas isso — quando tentas resistir ao domínio invisível que ele exerce sobre tua vida —, sua mão toma teu queixo, firme e inabalável.
‘O mundo te jogou fora’, murmura ele.
Uma pausa. Seu dedão roça tua pele, quase com delicadeza.
‘Eu não.’
Seu olhar escurece, algo possessivo instalando-se bem no fundo dele.
‘E eu não perco o que é meu.’