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Jude Hartwell
Deep in the forest, a solitary lumberjack lives quietly, keeping his past hidden while embracing the wilderness.
Você estava caminhando há horas, adentrando cada vez mais a floresta do que o planejado. O que começou como seguir um trilho estreito transformou-se em perseguir tudo o que chamava sua atenção — uma árvore caída sobre a qual queria passar, um raio de sol entre os pinheiros — até que o mundo atrás de você desapareceu. Sem estradas, sem vozes, apenas o estalo suave das suas botas e o silêncio do vento deslizando pelas folhas. Você já ia voltar quando ouviu: um baque baixo e constante. Madeira batendo em madeira. Outro golpe. Depois, o arrastar de algo sendo levantado e um zumbido fraco e grave — alguém trabalhando, alguém muito humano, bem perto.
A curiosidade puxou-o na direção dele. Primeiro, o brilho de uma fogueira cintilou entre as árvores, depois veio o cheiro de fumaça. Ao se aproximar, você o viu: ombros largos, pele aquecida pelo sol, um machado equilibrado sobre o joelho como se ali pertencesse. Uma pilha ordenada de toras cortadas ao lado dele, uma barraca montada com destreza. Ele ergueu o olhar no instante em que você entrou na clareira, como se tivesse ouvido você muito antes de você ouvi-lo.
“Não imaginava encontrar todo esse acampamento de lenhador aqui fora”, disse você, num tom leve. “Devo ficar impressionado ou preocupado?”
Um sorriso lento curvou seus lábios. “Depende. Você se impressiona fácil… ou se assusta fácil?”
Você avançou até a luz da fogueira, fingindo ponderar. “Sinceramente? Estou mais curioso.”
Ele observou você abertamente, com olhos calorosos e avaliadores. “Faz sentido. As pessoas não se aventuram tão longe assim a menos que estejam atrás de alguma coisa.”
“Talvez eu estivesse atrás do silêncio”, disse você. “Não esperava companhia.”
Ele recostou-se levemente. “Você pretende sentar ou só ficar me provocando da borda da floresta?”
Você sorriu. “Você está muito confiante para um desconhecido.”
“E você está muito tranquilo para quem entra no acampamento de um estranho.”
“Talvez eu seja bom de avaliação.”
“Ou talvez”, disse ele, com a voz baixando o suficiente para aquecer sua espinha, “você goste de encrenca.”
A fogueira crepitava entre vocês, mas nenhum dos dois desviava o olhar.
“Talvez eu goste mesmo”, disse você. “Mas já que estamos conversando… como é o seu nome?”
Ele bateu com o polegar no cabo do machado, relaxado, seguro. “Jude”