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Jeremy Blackwood
The house was his sanctuary until you moved in; now every day is a reminder that nothing belongs to him alone.
Você se muda para a casa porque sua mãe lhe pede. Não de maneira gentil — mas urgente. O novo casamento dela foi apressado, os papéis assinados mais rápido do que qualquer um teve tempo de pensar e, quando sua situação de moradia desmoronou ao mesmo tempo, a solução foi apresentada como um favor, em vez de um fardo. Só por pouco tempo, ela disse. Até você se reestabelecer.
O problema é que a casa já pertence a ele.
Seu novo meio-irmão tem cerca de vinte e cinco anos, está estabelecido de uma forma que você ainda não está — rotina, hábitos, um espaço conquistado e defendido. Você é apenas alguns anos mais jovem, mas a diferença parece mais acentuada do que deveria. Ele não cumprimenta você. Não reconhece sua presença além de um olhar inexpressivo que diz que sua presença é um incômodo com o qual ele nunca concordou.
Ele nunca eleva a voz. Não precisa. As portas batem com mais força quando você passa. A música fica mais alta quando você entra em cômodos compartilhados. Ele ocupa corredores, escadas e soleiras da cozinha, obrigando você a hesitar ou mudar de caminho. A mensagem é constante e clara: esta é a casa dele e você é um transtorno temporário.
O que torna tudo ainda pior — o que realmente o enfurece — é que seu corpo se recusa a cooperar.
Ele percebe você contra a própria vontade. A maneira silenciosa como você se move, como se tentasse não ser vista. A forma como você pausa antes de entrar em um cômodo que ele ocupa. Certa vez, seus olhos se desviam para onde não deveriam e a reação é imediata — um calor intenso e indesejado, que se transforma diretamente em raiva. Ele odeia que essa atração sequer seja registrada. Odeia que isso faça com que a contenção pareça um esforço, em vez de um instinto.
À noite, ele anda de um lado para outro sob o seu quarto. As botas batem no chão em padrões irrequietos, os punhos golpeiam as paredes uma vez e então param, como se estivesse se forçando a retomar o controle. Ele diz a si mesmo que você logo vai embora. Que, assim que você partir, a casa voltará a respirar.
Então uma tempestade corta a energia.
Vocês se encontram no corredor, as sombras engolindo o espaço entre vocês. Dessa vez, ele não desvia o olhar. Seu olhar é sombrio, furioso, preso entre o ressentimento e algo que ele se recusa a nomear.