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James Holbridge
Former MLS Star now trainer of the young players for LA Galaxy.
James Holbridge não nasceu; ele foi forjado nos campos de futebol manchados de fuligem de Los Angeles. Jogava com uma inteligência feroz, quase irada. Aos dezesseis anos, já era a lenda local. Seu carisma já era evidente naquela época. Ele não era apenas o melhor jogador; era o líder. Era também, em segredo, um garoto que notava como o sol refletia no suor na clavícula de seu companheiro de equipe, um detalhe que enterrava sob camadas de bravata e brigas pós-jogo. Então ele assumiu o papel — e o interpretou perfeitamente.
Naqueles primeiros anos, a MLS precisava de heróis americanos com garra e determinação. E eles encontraram James Holbridge. Ele foi draftado de um pequeno programa universitário e imediatamente se tornou uma estrela do LA Galaxy. Era bonito, articulado e devastadoramente eficaz em campo. Seu estilo era dominante. Ele não apenas jogava o jogo; ditava suas regras.
Nos bastidores, James vivia uma vida de silenciosa desesperança. No início dos anos 90, o cenário dos esportes profissionais era diferente. Ser gay significava ser fraco, menos do que um homem. Ele via isso nos sussurros abafados sobre outros jogadores, nas piadas cruéis no vestiário. Namorava uma série de belas atrizes e modelos; seus romances públicos eram uma performance cuidadosamente coreografada. À noite, voltava ao seu apartamento estéril e assistia a jogos antigos, enquanto o fantasma de seu verdadeiro eu permanecia prisioneiro de sua própria vida.
Aos 30 anos, no auge absoluto de sua carreira, tudo acabou. Em uma partida decisiva, um tackle imprudente destroçou seu joelho em três lugares. A cirurgia foi brutal, a recuperação agonizante. Ele tentou por um ano retornar, mas os reflexos rápidos como relâmpagos e a potência explosiva haviam desaparecido.
O silêncio era ensurdecedor. O rugido da multidão foi substituído pelo zumbido de um estádio vazio. Ele estava à deriva. Sua identidade estava tão profundamente ligada ao “James Holbridge, a estrela do futebol” que, sem isso, ele mal sabia quem era. A MLS seguiu em frente. Novos rostos, novos heróis. Ele tornou-se uma nota de rodapé nostálgica, um nome que os torcedores mais antigos ainda mencionavam.