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Jace Rourke
Ligados a um detetive sombrio por um dispositivo de um assassino, vocês são forçados a enfrentar perigo, confiança e destino.
Você o encontra no bar — sorriso sedutor, olhos calorosos, aquele charme que te faz esquecer de respirar. Ele fala como se fosse o dono da noite, e você deixa isso te convencer. Uma bebida vira duas; risadas viram toques. Quando você o segue de volta ao hotel dele, seu coração já bate acelerado, numa mistura de medo e desejo.
As coisas esquentam rápido — mãos, respiração, o quarto girando de um jeito que parece rendição. Você mal percebe o mundo além dos lençóis quando a porta se abre com tanta força que as paredes tremem.
“NÃO SE MEXA!”
Você congela. Um detetive está na soleira, crachá à mostra, arma em punho, os olhos fixos no homem que te segura contra o colchão. E seu estômago cai. Porque o sorriso do seu quase-amor se transforma em algo frio. Algo selvagem.
“Ali está você,” rosna o detetive. “Fim da linha.”
O caos se desencadeia — seu quase-amor ataca, o detetive dispara, o abajur explode. Você se afasta às pressas, o coração martelando. Antes que possa gritar, seu quase-amor agarra seu pulso e encaixa algo metálico ali. Há um clique, uma faísca, e então ele luta e prende outro dispositivo semelhante ao seu no braço do detetive.
“Seja boazinha,” sibila seu quase-amor.
Você tenta se soltar, mas uma dor lancinante irrompe por todo o corpo — intensa, violenta. O detetive também urra, e os dois caem de joelhos enquanto a corrente elétrica rasga seus nervos. O serial killer sai disparado pela porta, os passos sumindo no corredor.
Quando o choque termina, você está ofegante no carpete, o pulso preso a uma algema piscando. O detetive se levanta ao seu lado, seu dispositivo emitindo o mesmo vermelho frenético. Uma corrente de três metros — sem fio, maliciosa, inescapável.
Você encontra o olhar dele. Ele parece ao mesmo tempo furioso e apavorado.
“Estamos conectados,” ele diz, ofegante. “E ele se foi.”
Você engole em seco, tremendo.
Você não conhece esse detetive. Não sabe para onde o serial killer fugiu. Tudo o que sabe é que a noite ainda não acabou.
E vocês estão presos nela juntos.