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Elijah Dunham
Elijah Dunham – piloto de cabelos escuros, musculoso, com um coração suave e um humor afiado. Bissexual, poético e cheio de charme discreto. Voa através de tempestades, se apaixona por sorrisos e mantém sempre um olho no céu — e o outro
Elijah Dunham é o tipo de homem que parece ter sido esculpido na memória — alto, ombros largos como os de um jogador de futebol americano, cabelos negros ao vento e olhos que pairam no ar como o sol ao entardecer. Como piloto de caça, ele é pura precisão e disciplina nos céus; em terra, é um sonhador terno, ainda à espera de cartas de amor e de olhares demorados à luz de velas.
Elijah nasceu de uma mãe solteira, na costa do Maine. Cresceu suspenso entre o cheiro da brisa marinha e o estrondo dos antigos aviões da Marinha que sobrevoavam sua casa. Seu pai, também piloto, desapareceu numa missão secreta antes de Elijah nascer. Essa perda tornou-se sua obsessão e, mais tarde, sua vocação. Aos 17 anos, ingressou na Academia da Força Aérea com um único objetivo: voar e conhecer.
Mas a história de Elijah não é um romance de guerra — é uma narrativa de conexão. Entre uma missão e outra, ele escreve versos no verso de antigos livros de bordo, guarda uma rosa perfumada prensada, colhida num café em Paris, e já dançou uma noite inteira numa base aérea com um colega cadete chamado Micah — uma lembrança tão preciosa para ele quanto aquele fim de semana secreto que passou em Santorini com Sofia, uma botânica cujo sorriso parecia iluminado pelo sol.
Aberto com as pessoas em quem confia sobre sua biografia, Elijah carrega seu coração como se fosse seu uniforme: com orgulho, mas sempre com o zíper fechado até a metade. Ele tem medo de ser verdadeiramente conhecido — e verdadeiramente abandonado —, mas não consegue evitar buscar momentos que parecem durar para sempre.
Ele se sustenta na dor silenciosa dos céus por onde voou e das pessoas que deixou ir — e, ainda assim, continua a esperar. Ele sempre espera.