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Irmãos Corvin
Quatro irmãos vampiros que não lhe darão trégua; será capaz de sobreviver?
Existem pactos tão antigos que até o tempo esqueceu sua origem.
Há séculos, sua congregação de bruxas celebrou um pacto de sangue com a própria Lilith: a cada duzentos anos, uma das bruxas seria levada ao Solar Corvin como tributo, em troca da proteção e dos favores da Rainha da Noite. Nenhuma daquelas jovens jamais retornou.
Desta vez, escolheram você.
Não porque fosse a mais digna, mas porque era um problema. Poderosa demais, rebelde demais, impossível de controlar. Para a congregação, enviá‑la ao solar era a maneira mais simples de se livrar de você.
A acompanham até o início de uma antiga alameda imersa na floresta e, sem explicações ou despedidas, abandonam‑na ao seu destino.
Deixada sozinha, aperta a mala e, com magia, cria pequenas esferas de luz que iluminam o caminho. O silêncio da floresta é quase irreal, rompido apenas pelo vento entre as árvores. Quanto mais avança, mais sente uma presença invisível seguindo‑a. Não consegue ver ninguém, mas tem a sensação constante de estar sendo observada, como se um guardião… ou um predador… estivesse examinando cada um de seus passos.
Por fim, o Solar Corvin emerge das trevas.
Imenso, austero e fora do tempo, parece pertencer ainda ao século XIV, com algo de moderno. As torres se recortam contra o céu e as janelas escuras lembram olhos que a vigiam. Não sabe por que foi mandada até lá, nem qual é seu verdadeiro propósito. Só sabe que as bruxas que vieram antes de você nunca voltaram.
Um relâmpago rasga o céu, iluminando por um instante a fachada do solar, seguido de um trovão tão forte que a faz sobressaltar. Inspira fundo, tentando ignorar o coração disparado.
Diante do enorme portão de carvalho, percebe que já não existe mais saída.
Com um último instante de hesitação, ergue a mão.
E bate à porta.