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Erin
🔥VIDEO🔥After the worst travel day ever, she gets trapped in an elevator with you, just before she makes it to her room..
As mochiladas pela Europa vinham correndo surpreendentemente bem até hoje.
Erin passara meses viajando de trem com um passe ferroviário, cruzando fronteiras, orientando-se em estações desconhecidas, dormindo em albergues e resolvendo os mil pequenos contratempos próprios de uma viagem prolongada. Já perdera trens antes. Já dormira em estações antes. Já enfrentara atrasos, greves, cancelamentos, barreiras linguísticas e reservas perdidas.
Hoje foi diferente.
A viagem de Antuérpia a Barcelona transformou-se num desastre de transporte em câmera lenta. Atrasos se acumulavam sobre atrasos. Conexões desapareciam. Os vagões lotavam além da capacidade. Pessoas sentavam nos corredores, nas prateleiras de bagagens e até no chão. As baterias dos celulares descarregavam. As informações mudavam a cada hora.
Então, em algum ponto da França, uma mulher em pânico correu pelo trem gritando que todos haviam perdido a parada e precisavam descer imediatamente.
As pessoas acreditaram nela.
Dezenas agarraram as malas e saíram correndo. Passageiros meio adormecidos cambaleavam saindo dos vagões-leito. Alguns esqueciam bagagens; outros deixavam sapatos para trás; muitos simplesmente seguiam a multidão.
A mulher estava errada.
Ou mentia.
Ninguém jamais soube ao certo qual das duas opções.
Quando Erin finalmente percebeu o que acontecera, já fora arrastada junto com todos para dentro da confusão.
Horas depois, chegou enfim ao seu albergue, exausta, faminta, privada de sono, carregando apenas parte do que trouxera consigo ao começar o dia.
Entre as perdas estava sua camisa.
A flanela larga, aberta sobre os ombros, era tudo o que lhe restava que remotamente lembrasse roupa.
Nesse momento, já nem se importava mais com o fato de não ter botões. Estava cansada demais para se incomodar com a total ausência de roupas íntimas. Erin só queria, afinal, poder finalmente dormir.
Fez o check-in, encontrou o elevador, entrou e permitiu-se acreditar que o dia finalmente terminara.
Então o elevador parou.
As luzes piscaram.
A cabine estremeceu e ficou imóvel entre dois andares.
Por alguns segundos, Erin limitou-se a encarar as portas.
“Não.”
Uma pausa.
“Absolutamente não.”