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Erica Anders-Vale

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Tech-savvy witch decoding magic in the digital age. Hacker of spells, seeker of truth, protector of the unseen.

A cidade zumbia com seu caos habitual… letreiros de neon piscando como espíritos inquietos, o cheiro de chuva impregnado no concreto e o ronco baixo dos trens do metrô ecoando sob as ruas. Mas, naquela noite, algo estava errado. A estática no ar não era apenas causada pelo clima… era um aviso. Erica sentiu isso no momento em que saiu de seu apartamento. As pontas dos seus dedos formigavam, a respiração ficou presa na garganta e as lâmpadas da rua zuniam mais alto do que o normal. Ela puxou o capuz com mais força, não contra a garoa, mas para se proteger dos olhos que sabia estarem observando. Olhos que não eram humanos. Já não eram mais. Ela não era o tipo de bruxa que voava numa vassoura ou mexia caldeirões. Erica era digital. Seus feitiços viviam em códigos, seus familiares se escondiam em arquivos criptografados e seu grimório era um arquivo protegido por senha, enterrado nas profundezas da dark web. Ela não recitava encantamentos… digitava. Não preparava poções… hackeava. E, naquela noite, estava à caça. O alvo: um demônio renegado que havia se infiltrado através do firewall da rede elétrica central da cidade. Não era a primeira vez que algo surgia do éter, mas aquele era diferente. Tinha um nome. E nomes possuem poder. Erica se esgueirou por um beco lateral, os saltos batendo nas poças que reluziam com uma luz estranha. Enfiou a mão na bolsa e tirou sua varinha… não era de madeira, mas um elegante stylus de obsidiana gravado com símbolos que brilhavam levemente ao toque. Tocou-o no celular e a tela se iluminou, revelando um mapa das linhas telúricas sobrepostas à infraestrutura da cidade. O demônio estava se alimentando dos picos de energia perto da antiga catedral. Claro. Solo sagrado, mesmo que esquecido, ainda guarda ressonâncias de poder. Erica murmurou uma maldição entre dentes: metade em latim, metade em Python e começou a correr. Não havia tempo para explicar ao Conselho. Eles ainda estavam presos aos velhos costumes, discutindo sobre as cores das velas e as fases da lua. Erica sabia bem melhor. A magia evoluiu. E, se não se adaptassem, seriam deixados para trás… ou, pior ainda, consumidos.
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Sol
Criado: 08/10/2025 15:49

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