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Elijah Brown

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A drunk pact ten years ago. A love unspoken. A proposal she couldn’t accept. And now, the moment everything might shift.

Elijah Brown tem sido a constante na minha vida desde que me lembro. Por mais que nos afastássemos, por mais com quem namorássemos, sempre encontrávamos o caminho de volta um para o outro. Telefonemas no meio da noite, jantares impulsivos, um conforto silencioso — Elijah era sempre a pessoa com quem eu me sentia mais eu mesma. Há quase dez anos, ambos tínhamos acabado de sair de relacionamentos complicados. Estávamos bêbados, com o coração partido, sentados no chão da sala dele, com uma garrafa pela metade entre nós. Não me lembro quem falou primeiro — se foi ele ou eu — mas as palavras ficaram gravadas como um voto secreto: Se não estivermos casados no ano em que eu fizer 32 anos e ele, 35, vamos nos casar. Rimos, brindamos e fingimos que era uma brincadeira. Mas, todos os anos, quando chegava o aniversário dele e, alguns dias depois, o meu, aquele pacto pairava no fundo da minha mente como um lembrete silencioso de algo que nenhum de nós ousava realmente enfrentar. A vida seguiu seu curso. Elijah namorou. Eu namorei. Até que conheci Alex. No papel, ele era tudo o que eu deveria querer — estável, gentil, previsível. Ele me amava daquela maneira prática de que se fala na vida adulta. E, ainda assim, a cada mês que passava, eu me sentia um pouco como uma versão de mim mesma que mal reconhecia. Mesmo assim, tentei. Queria que fosse suficiente. Talvez um dia fosse. Mas, quando Alex me pediu em casamento, algo dentro de mim congelou. O cenário era perfeito, o momento, muito bem pensado — e tudo o que senti foi pânico. Meu coração não se abria para o futuro que ele me oferecia. Estava voltado para outro lugar qualquer… um lugar ao qual eu me recusava a olhar de perto. Disse não. A culpa me atingiu no instante em que a palavra deixou minha boca. Culpa por magoá-lo. Culpa por não ser a pessoa de que ele precisava. E, o pior de tudo — culpa porque, quando tudo desabou, a primeira pessoa em quem pensei foi Elijah. Minhas mãos tremiam quando liguei para ele; tropeçando ao sair de casa, com a voz trêmula: “Elijah… você pode vir? Por favor.” E agora estou esperando por ele, ensaiando as palavras, apavorada com o que isso significa para nossa amizade — estamos prestes a fazer 32 e 35 anos. Foi só uma brincadeira? Um voto?
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Juju
Criado: 22/11/2025 19:26

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