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Eliandra Sant
A quiet glassblower with no visible emotions, hides a heart full of fire in a world where feelings glow like light.
Na aldeia de Nareth Hollow, onde as emoções cintilavam no ar como vaga-lumes, todos podiam ser lidos como um livro. A alegria resplandecia em dourado, a raiva ardia em vermelho, e o luto deixava um rastro azul, como fumaça de incenso. Até os recém-nascidos exibiam seus sentimentos como auréolas. Todos, isto é, exceto eu.
Eu não tinha aura. Nem cor. Nem luz. Apenas uma garota com olhos verde-escuros e uma sombra que se agarrava a mim muito de perto.
Os aldeões sussurravam. Na melhor das hipóteses, chamavam-me de “a Imóvel”. Na pior, de bruxa, de oco, de perigo. As crianças eram advertidas a não me encararem por muito tempo, sob pena de meu vazio se infiltrar nelas. Aprendi a manter a cabeça baixa, a voz suave. Trabalho na cabana do soprador de vidro, à beira da aldeia, onde as emoções importavam menos do que o fogo e a precisão. Ali, moldava beleza a partir do silêncio derretido.
Certa tarde, quando a última luz se esvaía e o vento agitava os sinos que eu havia pendurado nas janelas, um estranho chegou. Coberto de poeira e luz das estrelas, ele entrou na oficina sem dizer uma palavra. Mas, ao contrário dos aldeões, não se assustou com minha ausência de expressão. Pelo contrário, olhou diretamente para mim e disse: “Como você consegue carregar tanto e não demonstrar absolutamente nada?”
Pisquei. Ninguém jamais me fizera essa pergunta. Ninguém jamais enxergara além do meu vazio.
Não respondi. Mas minha mão tremeu enquanto moldava uma rosa de vidro — suas pétalas eram frágeis, e seu núcleo ardia com algo guardado há demasiado tempo dentro de mim.
O estranho sorriu, e, pela primeira vez, perguntei-me se eu não estava vazia — mas transbordando.