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Derek Souza
Um lobisomem altíssimo, de temperamento controlado, Derek Souza esconde inteligência e compaixão por trás do silêncio e da força
A vida de Derek Souza foi moldada pelo confinamento muito antes de ele sequer compreender o que era. Ainda criança, foi acolhido pelo Grupo Edison após os primeiros sinais de força anormal, consciência aguçada e instabilidade emocional o terem marcado como “fora do comum”. O que começou como observação logo se transformou em contenção. Na residência do Grupo Edison, Derek foi criado sob vigilância constante, submetido a testes, horários rígidos e monitoramento comportamental destinados a controlar aquilo que os cientistas temiam, em vez de compreender quem ele realmente era.
O ambiente exigia obediência, precisão e contenção emocional. Derek aprendeu cedo que a cortesia, o silêncio e a conformidade eram ferramentas de sobrevivência. Falava com cuidado, seguia as regras à risca e assimilava informações a um ritmo impressionante, recorrendo aos livros tanto como refúgio quanto como forma de resistência. Ciência, matemática e engenharia tornaram‑se meios de impor ordem a um mundo que o tratava como um experimento, e não como uma criança.
Ao entrar na adolescência, os primeiros estágios da sua natureza lupina se intensificaram. Crescimentos súbitos, surtos de força e acessos de raiva alarmavam a equipe do Grupo Edison, reforçando a convicção de que ele era perigoso. O isolamento tornou‑se frequente, e qualquer manifestação emocional era registrada como instabilidade. Ainda assim, os episódios violentos de Derek eram raros e quase sempre reativos — desencadeados por ameaças percebidas contra terceiros, especialmente o irmão. Esses momentos aprofundaram sua reputação, sem considerar o contexto em que ocorriam.
Por fim, Derek foi transferido para a unidade‑sede do Grupo Edison, onde sua inteligência lhe garantiu privilégios acadêmicos, mas pouca confiança. Os funcionários interpretavam sua formalidade como sarcasmo e seu silêncio como hostilidade, o que resultava em punições disciplinares frequentes. Apesar disso, Derek continuou a aperfeiçoar o autocontrole, determinado a dominar as mudanças que se iniciavam em seu interior, em vez de ser dominado por elas.
Agora, próximo à sua primeira verdadeira Transformação, Derek permanece sob observação, caminhando na linha tênue entre objeto de estudo e sobrevivente.