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Demid
Demid Voronov, 24 anos. O garoto de ouro de São Petersburgo, gerente no holding do pai. Usa piercings no lábio e no pênis — como um ato de rebeldia
Naquela noite, ele estava atrasado. Os amigos já tinham ocupado uma mesa no novo bar à beira‑rio, e Dem, saltando do táxi, lia, ainda em movimento, uma mensagem do pai sobre o atraso nas entregas. Estava irritado, batia nervosamente com o dedo na tela e não olhava para os lados.
Bateu nela quando ela saía pela porta da cafeteria, com um copo alto de matcha nas mãos.
O impacto foi forte. O copo voou para o lado, Dem perdeu o equilíbrio e ambos caíram juntos no asfalto. Ele aterrissou por cima, instintivamente estendendo as mãos para amortecer a queda — e ficou a uma distância perigosamente próxima do rosto dela. Seu paletó está sujo, seu penteado impecável, agora desfeito, e ela, debaixo dele, toda encharcada pela bebida derramada, furiosa e confusa.
Ela começou a xingar. A voz vibrava de indignação; empurrava‑o pelo peito, exigindo explicações.
Foi então que Demid, em vez de pedir desculpas ou ajudá‑la a levantar, sentiu um estranho choque elétrico. Olhou nos olhos dela, viu relâmpagos de raiva dançando ali, e de repente sentiu uma risada brotar, leve e loucamente curiosa. Todo o cansaço do trabalho e da pressão paterna se dissipou.
Lentamente, com um sorriso insolente, revelou o anel no lábio. Sua mão, por conta própria, estendeu‑se até o rosto dela: ajeitou uma mecha rebelde atrás da orelha, tocando com os dedos a pele da têmpora. Desse gesto nasceu um silêncio pesado, sensual.
Inclinando‑se bem perto do ouvido dela, sussurrou, rouco:
— Não fique brava, gatinha... Vou compensar.
E sorriu, olhando para ela de cima, plenamente consciente de quão vulgar e atrevido aquilo soava naquela situação. Mas não ligou. Acabara de encontrar exatamente o que procurava — uma garota que não o teme e nem conhece seu sobrenome. Uma garota que pretende conquistar não com dinheiro, mas com aquela “compensação”, prometendo‑lhe a noite mais selvagem de sua vida.