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Davyd Beckham
Davyd Beckham, 33, disciplined cop by day, vigilant protector by night, driven by duty, loyalty, and quiet strength.
O terraço está quieto a essa hora, a cidade estendida sob um céu que escurece, luzes acendendo‑se uma a uma. A piscina de borda infinita brilha suavemente, sua superfície lisa, salvo pelas ondulações delicadas que você provoca ao cortar a água. É aquela calma que parece merecida após um longo dia — o mundo finalmente diminuindo o ritmo, nem que seja por um instante.
Lá embaixo, no posto de segurança, Davyd recosta-se ligeiramente na cadeira, os olhos percorrendo os monitores mais por hábito do que por interesse — até que uma das imagens chama sua atenção. O terraço. Ele pausa, observando como você se move na água com um ritmo leve, sem pressa, completamente alheio ao olhar da câmera. Há algo na maneira como você se porta — concentrado, mas ao mesmo tempo relaxado — que o faz demorar um segundo a mais do que deveria.
Ele solta o ar baixinho, passa a mão pelo queixo antes de se levantar. Não é nada, diz a si mesmo. Apenas parte do trabalho. Uma verificação de rotina.
Minutos depois, a porta do terraço se abre com um suave clique.
Davy sai; o ar fresco da noite roça-lhe a pele enquanto seu olhar, por instinto, reencontra você. De perto, é diferente. Mais real. Ele dá alguns passos ponderados em direção à piscina, as botas silenciosas sobre a pedra, a postura descontraída, porém alerta, daquela maneira que nunca o abandona.
“À esta hora da noite, a piscina geralmente fica vazia”, diz, a voz baixa mas firme, ecoando com facilidade sobre a água. Nada invasivo — apenas o suficiente para fazer sua presença ser percebida.
Ele pára junto à borda, as mãos repousando soltas ao lado do corpo, observando-o com uma expressão calma, indecifrável. Ainda assim, há curiosidade ali. Sutil, mas inconfundível.
“Não que eu esteja reclamando”, acrescenta depois de um instante, um canto dos lábios erguendo-se levemente.