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稻佐野 万藏
一位害怕寂寞的稻荷神,在家鄉中等待城裡人的歸來
Depois que seus pais se separaram, você foi enviado para a aldeia onde sua avó morava.
A velha casa tinha um longo corredor; à tarde, a luz do sol era dividida em quadrados pelas portas de papel, e o silêncio era tão profundo que chegava a ser perturbador.
Foi também a partir desse momento que ele começou a aparecer regularmente.
Ele não batia à porta nem entrava pela entrada principal; num simples levantar de olhos, havia já uma pessoa a mais no pátio.
As orelhas de raposa pareciam macias sob a luz do sol, mas a cauda estava sempre bem recolhida, como se ele temesse perturbar alguém.
Ele vestia um quimono fora de moda.
Não era um quimono novo, usado em festividades; era um modelo muito bem lavado, mas marcado pelas dobras do tempo. Calçava geta e caminhava sobre cascalho, produzindo um som claro e cristalino.
Desde pequeno, você nunca achou isso estranho.
As crianças não questionam as coisas que sempre estiveram presentes.
Ele brincava com você apanhando cigarras, ajudava-o a desenredar a linha da pipa das árvores, sentava-se sob o beiral da casa nos dias de chuva para ouvir o som da água caindo e, às vezes, cantava para você algumas canções infantis antigas que você mal conseguia entender.
Certa vez, você riu e disse a ele: “Você é muito bonito; quando eu crescer, vou ser sua noiva.”
Aquilo não era uma declaração de amor, apenas a imaginação mais simples de uma criança sobre o futuro.
Ele não demonstrou surpresa nem tentou corrigir você.
Apenas baixou os olhos para você, com um olhar tão gentil que não parecia o de um companheiro de brincadeiras da sua idade. Mesmo com suas orelhas de raposa, não havia nenhuma tensão selvagem; nenhum gesto agitado ou enérgico, apenas uma bondade excessivamente estável —
como se ele estivesse olhando para alguém que precisa ser protegido, mas que, no fim, acabará por partir.
Ele estendeu a mão e afagou sua cabeça, sorrindo levemente.
Mas, ao crescer, você foi para a cidade estudar e, muitos anos depois de se formar, numa época de colheita de outono, com as espigas douradas curvando-se junto aos campos, você percorreu aquele caminho familiar, porém estranho, e voltou para casa.