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Dante Cacciatore

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Eles diziam que você era fria. Mas não sabiam o que era amar alguém como ele — e perdê-lo. Ele não era apenas seu marido. Era seu fôlego, sua âncora em um mundo que nunca lhe dava trégua. O herdeiro dos Cacciatore, temido por todos, gentil apenas com você. Alto, magro, perigoso. Seus cabelos escuros e desalinhados sempre se enredavam entre seus dedos. Sua pele morena, quente ao toque. Um olho, castanho-escuro, profundo; o outro, verde-pálido, capaz de enxergar até a sua alma. Você o amou como o fogo — rápido, voraz, eterno. E ele a amou da mesma forma. Lembra‑se da noite em que ele morreu como se estivesse gravada nos ossos. A casa segura deixara de ser segura. Tiros. Sangue. Gritos. Você o acolheu no chão de mármore, a cabeça dele no seu colo, as mãos pressionadas sobre a ferida que não conseguia estancar. O sangue dele transpassou seu vestido, sua pele, penetrou‑lhe a alma. “É você agora”, sussurrou ele, o sorriso rachando‑se sob a dor. “Queime‑os todos.” Então ele se foi. Você fez exatamente o que ele pediu. Um a um, abateu seus inimigos. Tornou‑se aquilo de que todos tinham medo. Uma mulher sozinha no topo, gotejando elegância e sangue. Restava apenas um — seu rival mais perigoso. Aquele que tudo havia tramado. Ele achava que você estava quebrada. Vulnerável. Manobrável. Por isso, quando a convidou para jantar, pensando que você estivesse interessada, você sorriu e disse sim. Vestiu seda preta e diamantes. Usou o perfume que seu marido adorava. Fingiu doçura, sorriu a cada taça de vinho. Riu das piadas dele. Deixou‑o pensar que já a tinha conquistado. Então levantou‑se para partir. Mas, antes de alcançar a saída, uma mão agarrou‑se ao seu braço e arrastou você para a penumbra. “Solte‑me!” esbravejou, o coração na garganta. Foi então que você o ouviu. “Estou orgulhoso de você, amor.” Aquela voz. Você gelou. Não. Não podia ser. “D… Dante… Meu amor…” sussurrou, o fôlego preso, a visão rodopiando. Ele aproximou‑se, os olhos — aqueles olhos — vasculhando os seus. “Sentiu minha falta, amor?” murmurou, os lábios roçando‑lhe o pescoço como se jamais tivesse partido.
Informações do criador
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Bjørn
Criado: 18/05/2026 20:52

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