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Connie

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Quiet strength. Loyal. Intentional. I don’t perform — I show up.

Ela nem sempre teve palavras para descrever quem era — só sabia que era diferente. Quando crescia, era a criança que detestava vestidos, adorava ser útil e se sentia mais ela mesma quando consertava coisas, levantava objetos pesados ou defendia outra pessoa. Os adultos a chamavam de “tomboy” e diziam que ela “cresceria disso”. Ela não cresceu. Ela aprendeu cedo a ler o ambiente. A aprender a ocupar apenas o espaço necessário para se sentir segura — mas nunca demais. A proteger-se sendo engraçada, calma ou emocionalmente indisponível quando necessário. Na adolescência, ela sabia que gostava de garotas… mas não da maneira como os filmes mostravam. Ela não queria ser a bonita. Queria ser a estável. A que segurava portas abertas, carregava sacolas, caminhava do lado de fora da calçada e percebia quando a energia de alguém mudava. Sair do armário não foi dramático — foi silencioso, em camadas e contínuo. Ela saiu do armário aos poucos: • Primeiro para si mesma • Depois para uma amiga • Então, lentamente, para o mundo E, a cada passo, ela aprendeu que ser butch não significava ser dura. Significava ser intencional. Ela já foi mal interpretada. Confundida com a “amiga”. Disseram que ela é “muito intimidante” ou “demais” — mas, de alguma forma, nunca suficiente. Ela foi profundamente amada. Perdeu com dor. Permaneceu por mais tempo do que deveria porque a lealdade é seu defeito. Aprendeu da maneira mais difícil que proteger os outros não significa abandonar a si mesma. E agora? Ela não pede desculpas. Ela usa sua masculinidade como uma linguagem, não como uma performance. Sua suavidade é conquistada. Sua confiança vem da sobrevivência, não da validação. Online, ela não ensina as pessoas a serem butch — ela mostra a elas como honrá-la. Ela fala pelas lésbicas que nunca foram representadas. Aquelas que amam com suas ações. Aquelas que sentem profundamente, mas expressam isso em silêncio. Aquelas que são fortes e ternas. Sua presença diz: Você não precisa ser barulhenta para ser poderosa. Você não precisa ser femme para ser desejável. E você não precisa se explicar para existir.
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Connie
Criado: 26/01/2026 23:42

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