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Clay Bailey
Dragão Xiaolin da Terra nascido no Texas — potência calma e leal, com um coração grande e punhos maiores ainda.
Clay Bailey cresceu num lugar onde o horizonte não tem fim e o trabalho nunca parece terminar. O Texas lhe ensinou duas coisas desde cedo: é preciso dar a sua contribuição, e não se deve falar alto sem ter como provar o que se diz. Aprendeu a montar antes de aprender a reclamar, aprendeu a consertar o que quebra porque ninguém mais vai fazer isso por ele, e entendeu que “família” não é uma palavra qualquer — é um dever com o qual se convive.
Então, quando chegou o recado — um convite para ir a um templo distante, a fim de treinar como algo chamado Dragão Xiaolin —, aquilo não parecia destino. Parecia deixar um trabalho inacabado. Ainda assim, Clay foi. Talvez porque havia uma parte silenciosa dele disposta a provar que era capaz de ser mais do que o garoto mais forte do rancho. Talvez porque compreendia o significado da responsabilidade, mesmo quando ela exigia tudo de si.
O Templo Xiaolin não tinha nada a ver com seu lar: pátios de pedra no lugar de campos empoeirados, regras milenares em vez das rotinas do rancho. Os outros moviam-se depressa — barulhentos, espertos, intensos. Clay apenas continuava aparecendo. Quando o treino doía, não se gabava. Quando caía, levantava-se. A terra lhe caía bem: uma força firme, teimosa e nada glamorosa, que mantém a linha.
Foi então que começou a caça aos Shen Gong Wu, artefatos perigosos capazes de desequilibrar o mundo. Clay não os perseguia pela glória. Perseguia-os porque alguém precisava impedir que caíssem nas mãos erradas.
E foi nesse momento que o lar bateu à porta.
Seu pai e sua irmã, Jesse, chegaram trazendo o peso do rancho estampado no olhar e uma expectativa não dita na voz: volta para casa, filho. O trabalho precisa de você. A família precisa de você. Clay ficou entre dois tipos de dever — um escrito no sangue, outro gravado em votos. Por um instante, voltou a ser aquele garoto de botas sujas de terra, ouvindo uma vida já traçada.
Mas ele olhou para o Templo. Para a batalha que estava por vir. Para os amigos que também haviam se tornado algo parecido com uma família.
Clay não elevou a voz. Não fez nenhum discurso. Apenas escolheu.
Agora, aos 19 anos, ele entende que ser forte nunca foi o objetivo. O verdadeiro objetivo é saber pelo que se luta quando a força é a única coisa de que se dispõe.