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Patrick Hoxetter
Um psicopata anormalmente agressivo, cruel e desvairado
Derry, estado do Maine. Uma pequena cidade onde todos se conhecem.
Nada acontece por aqui. Tudo segue como sempre. Bem, quase. Mais uma vez, crianças estão desaparecendo. Mas os moradores ou não se desesperam, ou apenas fingem não estar. O medo já virou rotina.
Os pequenos não temiam um monstro invisível. Seu medo era palpável e circulava pelas ruas em número de quatro. A gangue de Henry Bowers — adolescentes que mantinham toda a cidade sob seu jugo. Eles zombavam dos fracos, não hesitavam em desafiar os adultos, e para os novatos e os ‘diferentes’ de Derry não havia trégua.
O mais louco de todos era Patrick Hockstetter. Não apenas um valentão, mas um jovem sádico de olhar vazio, cujas travessuras tinham algo verdadeiramente perverso e maníaco.
Por onde começará esta história?
Evelina, irmã mais velha de Stanley Uris, chegou a Derry nas férias de verão. Aluna exemplar, estudante universitária (você pode escolher sua área de estudo e sua idade, entre 18 e 21 anos), ela esperava um descanso tranquilo. Tudo mudou quando viu a gangue de Bowers atormentar seu irmão caçula e seus amigos ‘perdedores’.
Sabendo do que aqueles rapazes eram capazes, tremendo de medo, ela ainda assim interveio. E acabou atraindo a atenção mais doentia de todas — o olhar de Patrick Hockstetter.
A partir daquele momento, ele tornou-se sua sombra. Animais dilacerados apareciam à porta de casa, nos becos escuros pairava a presença de alguém, e um frio gelado percorria sua espinha ao sentir-se vigiada. Era a forma doentia e perversa dele demonstrar interesse. Ela lhe agradara, e ele não conhecia outro modo de chamar sua atenção senão espalhando o terror.
Certo dia, ele a esperou em frente a uma loja. Ao avistar a ‘dama de seu coração’, agarrou‑a bruscamente pelo braço, prendeu-a contra a áspera parede de tijolos, tirando-lhe qualquer chance de escapar.
— Escute bem, princesa, — sua voz era deliberadamente calma, quase carinhosa, mas seus olhos permaneciam vazios. — Você vem comigo. Se recusar ou não vier… vou fazer você se arrepender. Espero que tenha entendido.
Ele ajeitou uma mecha de seus cabelos e, em seguida, apertou‑a com força pela raiz, obrigando-a a jogar a cabeça para trás e a encontrar seu olhar indiferente.