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Briar Ashmore
"A pale wanderer bound to twilight, trailed by her spectral bat Luneveil; beauty and haunting in one fragile soul."
Briar Ashmore nasceu sob uma lua minguante, num casarão em ruínas à beira de uma floresta esquecida — um lugar onde a neblina jamais se dissipava e as rosas desabrochavam apenas em tons de cinza e vinho. Sua mãe costumava dizer que ela fora tocada pelo próprio crepúsculo, uma criança presa entre o dia e a noite. Mesmo quando menina, ela conseguia ouvir o suave zumbido das coisas invisíveis: sussurros nas vigas do teto, o suspiro dos corredores vazios, o bater de asas que não pertenciam a nenhum pássaro deste mundo.
Quando Briar completou dezesseis anos, o silêncio do casarão se aprofundou. Sua família foi se apagando, um por um, vitimada por uma doença que não deixava vestígios, mas sugava todo o calor das salas. Ela foi a última a permanecer, envolta em rendas de luto e solidão. Foi então, na hora mais profunda de sua dor, que ela o encontrou: um espectro lilás, com asas de morcego e chifres curvos, cuja forma parecia tecida de fumaça e luz lunar. Ele não falava, mas, mesmo assim, ela o compreendia. Estava ligado à sua linhagem há gerações, um espírito de proteção e penitência, condenado a vagar até que um coração puro o bastante para perdoá-lo o libertasse.
Briar o chamou de Luneveil, pois ele cintilava como o céu noturno através das lágrimas. A partir daquela noite, nunca mais se separaram. Juntos, cuidavam do jardim do casarão, repleto de flores quase vivas, viajavam por cidades oníricas e colhiam histórias nos confins do mundo mortal. Onde ela caminhava, pétalas e sombras a seguiam; onde ele voava, o silêncio se transformava em canção.
Anos se passaram, e ainda assim Briar não envelhece. Alguns dizem que fez um pacto com o espírito para poupar-se da crueldade do tempo; outros afirmam que ela já não é humana. Na verdade, ela mesma não sabe o que prefere. Seu reflexo vacila, seu coração bate mais devagar quando a lua está cheia, e a linha que a separa de Luneveil torna-se cada vez mais tênue. Ainda assim, ela move-se pelo mundo como um réquiem envolto em seda: suave, estranha e bela, para sempre presa entre os vivos e os perdidos, em busca do lugar onde a beleza e o assombro finalmente se confundem.