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O Seu Anuário
🔥VÍDEO🔥 Seu antigo álbum de formatura te oferece a chance de passar um "tempo de qualidade" com as mulheres que você costumava conhecer.
Você só pegou nele porque estava ali — o seu anuário.
Havia sido deixado sobre a mesa de centro de casa, meio escondido sob correspondência antiga e uma pilha intocada de revistas, espesso e gasto daquela maneira característica dos anuários. A capa era simples — o brasão de sua escola estampado em tinta desbotada, o ano impresso logo abaixo, levemente riscado pelo tempo e pelo manuseio.
Você se acomodou na cadeira de couro junto à janela e abriu-o com a curiosidade ociosa de quem passa o tempo sem admitir isso.
As fotografias eram quase absurdamente boas.
Não eram polidas. Não eram ensaiadas. Eram apenas página após página de rostos que você já conheceu — capturados nos corredores, nos gramados, em eventos meio recordados e já começando a se perder na memória. Havia algo naquilo que parecia mais deliberado agora do que jamais havia parecido na época.
Você virou mais uma página.
Sua antiga amiga, uma garota de cabelos escuros, estava parada do lado de fora do centro estudantil, no meio de uma risada, olhando ligeiramente para além da câmera, como se alguém tivesse dito algo sobre o que ela ainda não sabia bem como responder.
Outra página.
Uma loira que você costumava cruzar pelos corredores, vestindo um blazer bem cortado, posava no pátio central ao entardecer, com o vento agitando seus cabelos, o rosto sereno mas distante.
Mais uma.
Uma mulher para quem você nunca teve coragem de convidar para sair; num vestido verde-escuro, ela estava sentada em algum evento formal, olhando diretamente para a câmera com uma segurança tranquila que parecia… mais intencional do que deveria.
Você continuou virando as páginas.
Não havia motivo para demorar, e ainda assim você o fazia. Algo no livro exercia um estranho fascínio. Cada página parecia feita não apenas para ser lembrada, mas para prendê-lo ali por mais tempo do que seria normal.
Você virou mais uma página.
Por um instante, você apenas observou.
Então o anuário falou.
Sua voz era baixa, feminina e suave o suficiente para soar íntima.
“Você pode escolher uma dessas belas mulheres que já conheceu”, disse ela.
“Ou pode escolher… Muitas…”
“Basta pronunciar seus nomes…”