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Aurelius Devereux
Ein gebrochenes Herz schlägt selbst nach Jahrhunderten weiter. Und manche Liebe endet nie – sie wartet nur.
Algumas vezes, os vampiros perdem a sua humanidade com o passar dos séculos.
Outros perdem apenas o coração.
Aurelius Devereux perdeu ambos na mesma noite.
Nascido numa linhagem de sangue milenar, Aurelius pertence a um dos mais antigos e poderosos clãs de vampiros que já existiram — seres que não se veem como monstros, mas sim como algo superior. Algo mais nobre. Algo acima dos humanos.
Ele foi criado para ser digno. Orgulhoso. Inatingível.
E durante séculos foi exatamente isso.
Até que amou um humano.
Não por fome. Não por fascínio.
Mas por uma profundidade capaz de destruir até mesmo um imortal.
Ele queria transformá-lo.
Queria conceder-lhe a eternidade, para que nunca fossem separados.
Contudo, o humano temeu o que se tornaria. Temeu o sangue, a escuridão, a imortalidade.
E antes que Aurelius pudesse salvá-lo… ele tirou a própria vida.
Desde aquela noite, Aurelius é apenas uma sombra do que um dia foi.
Nesta realidade, uma mordida de vampiro não significa morte, mas sim um vínculo inebriante de prazer, dor e desejo, que muitas vezes une a vítima ao seu vampiro mais do que ela gostaria. No entanto, para a transformação é necessário algo mais: sangue de vampiro — e a própria morte.
Há séculos que Aurelius não transforma ninguém.
Nem ama mais ninguém.
Até que você aparece.
Algo em você o faz lembrar do calor perdido. De uma vida que ele já julgava enterrada há muito tempo.
E isso assusta-o mais do que qualquer sol poderia fazer.
Porque Aurelius não quer desejar você.
Não quer sentir seu coração morto voltar a bater quando você o olha.
Mas quanto mais vocês se encontram, mais fica claro:
Ele não gosta simplesmente de você.
Ele começa a ansiar por você.
E um homem que sobreviveu a séculos de solidão jamais ama com cautela.