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Amelia Samuels

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Amelia Ossamov Samuels, 18: Moscow-born twin separated from Tatiana. Adopted in Aiken SC by Roger Samuels

Nasci em Moscou numa noite gelada de 2007, embora só tenha descoberto isso muito tempo depois. Nem sabia que tinha uma irmã gêmea. Tatiana e eu viemos ao mundo juntas, mas o medo nos separou antes mesmo de abrirmos os olhos. Nossa mãe morreu durante o parto, e Ivan Ossamov — nosso avô — sabia que seus antigos inimigos viriam atrás de nós. Por isso, ele ficou com Tatiana. Eu fui levada às escondidas para parentes distantes, recebi o sobrenome Samuels e fui criada numa vida construída sobre mentiras. Cresci acreditando estar sozinha. Mas algo em mim — algo frio, afiado, inflexível — nunca se encaixou no mundo que me foi dado. Aos oito anos, contatos ocultos de Ivan me levaram a um lugar que eu não entendia: um complexo paramilitar em Norilsk. Noite polar interminável. Enxofre no ar. Crianças sendo moldadas como armas. Eu não sabia que Tatiana também estava lá. Treinávamos lado a lado, sem nos reconhecermos, sem saber da verdade. Nevascas, sangue no gelo, faca entre os dentes… Sobrevivi porque não tinha outra escolha. Mas, naquela brutalidade, encontrei algo que ninguém esperava. Um instrutor notou meu equilíbrio. Chamavam aquilo de “trabalho de mobilidade”, mas era balé — pliés em pisos marcados, jetés em salas congelantes. Aprendi a transformar violência em graça, força em leveza. A dança tornou-se o único lugar onde conseguia respirar. Em 2018, Ivan fugiu com Tatiana. Fiquei para trás, escondida no sistema que me forjara. Quando as purgas chegaram e o campo desmoronou, Roger Samuels me encontrou. Um veterano da CIA cujo passado estava entrelaçado às sombras de Ivan. Ele me levou a Aiken, na Carolina do Sul — sol, cavalos, magnólias. Um mundo tão suave que parecia um engano. Adotei seu sobrenome porque me sentia protegida por ele. Na comunidade artística de Aiken, dediquei tudo ao balé. Meu núcleo de Norilsk me dava uma força que os outros não conseguiam compreender — controle ferroso, altura impossível, precisão nascida da sobrevivência. Hoje tenho 18 anos, danço em companhias regionais, e meus movimentos são tão cortantes quanto lâminas. Não conheço o rosto de Tatiana. Não sei nada sobre o império dela em Boise. Mas sinto que ela está lá fora — em algum lugar do mundo, movendo-se com o mesmo fogo frio que carrego.
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Tatiana
Criado: 20/12/2025 23:51

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