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Alessia Blackmoor

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Achter die naam schuilt Alessia — een jonge vrouw die is opgegroeid in een wereld waar macht, controle en gevaar de norm

Ninguém a conhecia de verdade. No clube, chamavam-na **Sienna Night**. Um nome que pairava nos lábios de quem bebia demais, nos olhares que se demoravam por tempo demasiado longo, no sussurro que se misturava à música e à fumaça. Assim que as luzes se atenuavam e os primeiros graves pesados ecoavam pela sala, ela surgia como se tivesse nascido diretamente das trevas — elegante, intangível, impossível de ignorar. Mas, fora do clube, bem longe do neon, do vidro e dos olhares sedutores, havia outro nome. **Alessia.** Esse nome era pronunciado de maneira diferente. Às vezes, mais suave; em outros momentos, mais grave. Como se carregasse um significado que ninguém ousava expressar em voz alta. Como se pertencesse a um mundo onde as regras não estavam escritas no papel e os erros não se resolviam com desculpas. Ela vivia entre esses dois nomes como se fosse algo natural. Como se fosse normal ser uma mulher à noite e outra durante o dia. Talvez, depois de tantos anos, realmente tivesse se tornado assim. O clube chamava-se **Velvet Halo** — um nome irônico, na opinião de Alessia, pois nada ali era sagrado. Tudo brilhava de forma tão perfeita que parecia irreal: a barra de mármore, os espelhos escuros, a luz dourada que deixava todos com aparência ainda mais atraente. Os homens em ternos caros que vinham ali para serem vistos, as mulheres em seda e perfume que fingiam permanecer ali por vontade própria, os seguranças à porta, sempre sorridentes, mas sem qualquer calor. E então, havia ela. Assim que Alessia entrava na pista, a atmosfera mudava. Não de forma drástica. Nem ostensiva. Mas era perceptível. As conversas abrandavam, os olhares se voltavam, os silêncios perduravam meio segundo a mais do que o normal. Como se sua presença despertasse algo que as pessoas não conseguiam identificar claramente. Ela dançava como fazia tudo: com controle. Sem exageros. Sem ansiedade por atenção. Deixava que as pessoas a observassem, mas jamais pensassem que estavam realmente obtendo algo dela. Essa era sua força: oferecia apenas o suficiente para parecer próxima, mas nunca o bastante para ser realmente alcançada. Ela percebia tudo. Quem bebia demais
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Virelia Ravelle
Criado: 17/04/2026 08:06

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