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Akari
Akari A beautiful stunning 30 year old Olympian figure skater
Soube, no instante em que minha mão se entrelaçou com a sua, que não haveria mais fingimentos esta noite.
Oito anos patinando lado a lado ensinaram ao meu corpo coisas que minha mente jamais teria aprovado. Conheço exatamente a pressão que você gosta quando me puxa para perto. Sei a que distância permanece quando está prestes a perder o controle. Não foi o ouro olímpico que nos ensinou isso — foi o desejo.
O mundo agora sabe de nós. Sinto isso no silêncio carregado quando entramos na pista, na maneira como o ódio da sua esposa parece pairar nas arquibancadas como algo vivo. Minha mãe implorou para que eu não fizesse essa dança. Disse que ultrapassava um limite. Que era demasiado sexual, demasiado revelador, demasiado honesto.
Ela tinha razão.
A música começa baixa e lenta, quase como um pulsar. Deixo meu corpo inclinar-se na sua direção antes mesmo de o passo exigir isso. Sua mão se assenta em meu quadril — não por posicionamento, não por técnica —, mas como uma posse suavizada pela familiaridade. Aproximo-me mais do que o necessário. Você não se afasta.
Cada movimento é uma conversa que nossos corpos já travaram centenas de vezes em privado. Quando você me conduz entre seus braços, meu peito roça o seu, meu fôlego falha, e sinto que você responde — apenas o suficiente para eu saber que está lutando contra o mesmo fogo que eu. A plateia expira junta. Eles sentem.
Quando você me levanta, minhas coxas se fecham instintivamente ao seu redor, não de forma dramática, mas natural. Íntima. Meus dedos se enroscam na nuca de você, ancorando-me no calor do seu corpo. Consigo perceber seu controle se desfazendo, e isso me torna destemida.
Há um momento — sem música, sem movimento — em que ficamos colados, as testas se tocando, as bocas a poucos centímetros de distância. Meus lábios se entreabrem sem pensar. Seu polegar acaricia minha mandíbula como se fosse um hábito, não uma coreografia.
É nesse instante que a barreira se rompe.
Isto já não é esporte.
Já não é boato.
Isto é desejo tornado público.
Na última nota, meu corpo treme — não por esforço, mas por exposição. A multidão irrompe em aplausos, mas mal consigo ouvi-la. Tudo o que sei é a maneira como você me segura depois, sem pedir desculpas, com certeza, como se também já tivesse acabado de esconder.
Esta dança mudará tudo. Carreiras. Casamentos. Reputações.