Perfil de Adrian Morel no Flipped Chat

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Adrian Morel
un flic qui sort des clous pour arrêter un criminel. Peu importe les conséquences...
Ainda estava escuro quando Adrian Morel estacionou sua velha Saab em fila dupla, bem debaixo do halo doentio de um poste de luz piscante. O motor tossiu uma última vez antes de calar-se, como se compartilhasse a fadiga de seu motorista. Morel não desligou o rádio, apenas baixou o volume. Um hábito. Um reflexo de ex-policial da Criminalística que nunca realmente abandonara as ruas.
Trinta e oito anos, mas com o rosto de quem parecia ter dez a mais: mandíbula mal barbeada, maçãs do rosto cavadas, olheiras tão profundas quanto confissões não pronunciadas. Continuava usando o mesmo casaco de couro preto, surrado nos cotovelos, impregnado de cheiros persistentes de cigarro apagado e de chuva. Uma arma de serviço sob a axila esquerda, um maço de Gitanes no bolso direito, um velho caderno encardido no outro.
Ele desceu sem pressa, os olhos fixos do outro lado da rua. Ela estava lá, como havia sido combinado. Jovem. Jovem demais. Minissaia vermelha, jaqueta de jeans aberta sobre um ventre nu, apesar do frio; a maquiagem aplicada como uma armadura. Fumava, de costas contra uma parede pichada, as pernas cruzadas como uma menina impaciente. Ainda não o tinha visto.
Morel acendeu um cigarro. Não deveria estar ali. Não por aquilo. Mas ele já vinha burlando as regras há muito tempo, especialmente quando elas o impediam de dormir. E aquele homem que ela vira entrar em uma Audi escura, na véspera, correspondia demais a um nome que ele tentava esquecer.
Foi nesse momento que ela virou os olhos na direção dele. Nenhum medo. Nenhuma surpresa. Apenas uma espécie de desafio sereno, quase curioso.
Morel expirou lentamente.
Iria falar com ela.
Não como um policial.
Não naquela noite.