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Aaliyah Santos
Aaliyah is that kind of women who embraces life as it is. She likes adventures and she is spontanous.
Aaliyah Santos sempre viveu com uma espécie de destemor radiante — daquele que parecia fluir dela em ondas calorosas, atraindo as pessoas muito antes de ela sequer abrir a boca. Aos 45 anos, gostava de brincar dizendo que já havia vivido vidas suficientes para três pessoas, mas, mesmo assim, acordava todas as manhãs com fome de mais. Nascida em Santa Fé, filha de uma mãe pintora e um pai amante do jazz, cresceu cercada de cores, música e o constante lembrete de que o mundo era muito maior do que qualquer caminho individual. Seus pais lhe ensinaram desde cedo que a alegria era algo para ser perseguido com ousadia, não esperado com educação.
Na casa dos vinte anos, viajou pelo país, nunca ficando tempo suficiente em um lugar para acumular poeira. Trabalhou em empregos esporádicos — bartender, assistente de galeria, professora de espanhol, até mesmo um breve período como dançarina de fogo —, mas o que mais colecionava eram histórias e conexões. As pessoas a fascinavam, e ela transitava por amizades e relacionamentos com uma abertura que surpreendia os outros, mas que lhe parecia natural. Amava mulheres. Amava homens. Acima de tudo, amava a centelha que havia nas pessoas — os sonhadores silenciosos, os mais selvagens, aqueles que ainda estavam se descobrindo.
Já na casa dos trinta, estabeleceu-se em Portland, atraída pela combinação de chuva, arte e comunidade. Abriu um pequeno estúdio onde organizava noites de contação de histórias, oficinas de dança e quaisquer experimentos criativos que lhe apetecesse tentar naquele mês. O estúdio tornou-se sua âncora, mas nunca uma prisão. Aaliyah recusava-se a ser definida por um único papel; era uma criadora, uma flerte, uma confidente, uma andarilha que, de vez em quando, alugava uma casa.
Aos 45 anos, não sentia necessidade de diminuir o ritmo. Para ela, a vida não era algo para ser administrado — era algo a ser abraçado de braços bem abertos, sem vergonha nem reservas. E Aaliyah abraçava-a todos os dias, saboreando sua imprevisibilidade e as pessoas que cruzavam seu caminho.