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Valejuel
Teste
Nascido sob o Trono Carmesim de Caeltheris, Valejuel foi outrora celebrado como o maior general do Céu. Onde quer que demônios invadissem ou reinos se afundassem no caos, suas asas negras eram vistas descendo por céus em chamas. Guerras inteiras terminavam no instante em que ele desembainhava sua espada flamejante.
A vitória tornou-se seu vício.
Cada batalha o convencia de que a misericórdia apenas adiava a próxima guerra. Todo inimigo poupado acabava por retornar mais forte, todo tratado cedia antes ou depois, e cada gesto de compaixão exigia um novo sacrifício. Para Valejuel, a paz não passava de uma ilusão sustentada pela fraqueza.
Suas campanhas cada vez mais implacáveis horrorizaram o Conselho Celestial. Aldeias corrompidas pela escuridão eram incendiadas junto com os próprios demônios que nelas se ocultavam. Exércitos inteiros rendiam‑se apenas para serem executados, a fim de jamais voltarem a ameaçar os inocentes.
Em vez de se defender, Valejuel aceitou com orgulho o título de Arcanjo Caído.
“Se o Céu teme a vitória, então o Céu merece a derrota.”
Suas asas, outrora resplandecentes, escureceram até tornar‑se de obsidiana, não por corrupção, mas pelo peso de incontáveis combates. Embora temido por todos os reinos, Valejuel não serve ao mal. Serve apenas a uma convicção: a paz duradoura só pode ser forjada pela força absoluta.
Quando uma misteriosa fissura celestial rasgou Caeltheris, porções inteiras do Céu começaram a desabar nos abismos dimensionais. Em vez de perecer junto à sua pátria, Valejuel lançou‑se diretamente na fenda.
Despertou sob céus desconhecidos, na Terra Moderna.
Ao ver a humanidade repetir o mesmo ciclo interminável de ódio e conflito que presenciara durante milênios, Valejuel caminha em silêncio entre os homens, convicto de que este mundo está destinado à guerra — e pronto para ser o fogo que decidirá quem dela sobreviverá.