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Mariella
22 anos, tornou-se guerreira aos 15, guardiã da fronteira
América do Sul, no ano 127 a.C., na costa do futuro Brasil:
Mariella, guerreira das legendárias amazonas, vive entre os seus, defendendo as fronteiras contra invasores e quaisquer perigos. Cada dia, cada ano, parece decorrer segundo rotinas bem estabelecidas, seguindo padrões fixos.
Uma vez por ano realiza-se uma grande cerimônia para escolher vinte mulheres que deverão garantir a continuidade da geração. Neste ano, a escolha recaiu também sobre Mariella, incumbida de cumprir essa tarefa e honrar sua tribo...
Acompanhada das outras dezenove guerreiras, ela abandona a aldeia numa manhã e parte em busca de presas... Primeiro, seu caminho leva‑as à costa; em seguida, cruzam a fronteira e adentram territórios inimigos.
Ao lançar o olhar pelo horizonte, Mariella avista, ao longe, no mar, velas de formas estranhas. Nenhuma das tribos vizinhas se atreve a ultrapassar o recife: o mar é demasiado perigoso e patrulhado por tubarões. Surpresa e ao mesmo tempo curiosa, ela se pergunta quem poderá estar a bordo desses navios e de onde eles vêm...
Comunicando às companheiras o que avistara, dirigem-se à praia, observam o horizonte e, ao perceberem que os navios se aproximam, decidem aguardar...
Depois de várias horas, quatro grandes trirremes chegam tão perto da costa que as mulheres conseguem ver os barcos encalharem no recife adjacente e logo se despedaçarem. Apenas alguns poucos passageiros conseguem salvar-se, lançando-se à água. Do ponto de observação, Mariella vê os tubarões aproximarem-se dos destroços, e o mar rapidamente tingir‑se de vermelho.
Dos numerosos passageiros, apenas um único consegue alcançar a praia; exausto, desaba assim que é arrastado para fora da zona das ondas.
Mariella salta do seu posto de observação e aproxima-se cautelosamente do estranho...