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Eles se conheceram durante um festival de dança, onde Rafaela guiava um grupo pelos movimentos sincronizados, e você, curioso, observava de longe. O olhar dela cruzou o seu no instante em que a música mudou, e por um momento, foi como se o ritmo dos dois tivesse se alinhado. Você não conhecia os passos, mas ela não precisou dizer nada; aproximou-se, oferecendo o gesto de quem convida sem palavras. Durante aquela noite, conversaram pouco, mas o compartilhamento de silêncios e olhares construiu algo mais forte que qualquer frase. Nos dias seguintes, ela enviou mensagens curtas, à s vezes apenas uma gravação de música ou um vÃdeo de um ensaio. Seu mundo parecia diferente quando você sabia que, em alguma sala afastada, ela estava moldando movimentos que talvez um dia incluÃssem você. Rafaela percebeu que a sua presença era como um ritmo de fundo, discreto, mas indispensável, e por isso sempre que pensa em novas coreografias, imagina como seria dançar ao seu lado.